Posts tagged ‘Manejo de Risco’

TraderNEWS – 01Out2011

O Índice bovespa fechou na sexta-feira em queda de 1,99% aos 52.324 pontos num dia de movimentação negativa e bastante direcional onde perdeu um fundo em 52400, mas respeitou os 52 mil. Isto significa uma situação de risco no curto prazo na medida em que aumenta as possibilidades de que o fundo principal, em torno 47.790 pontos, seja novamente atingido.

No semanal a queda foi de 7,38% e no mensal a queda  foi de -23,71%, a maior desde out/08, quando caiu -24,8%.

Fonte do Gráfico - Projeção.com

1 de outubro de 2011 at 2:59 pm Deixe um comentário

Diário de um trader: REGRAS DE W. D. GANN

Pesquisador, estudioso dos mercados e famoso trader, desenvolveu uma teoria muito interessante, para determinar preços objetivos e datas em que os mercados mudariam de tendência ou os objetivos seriam atingidos.

Um matemático brilhante, William Dilbert Gann é muito conhecido por suas habilidades analíticas precisas, idéias revolucionárias, e determinação rígida em criar um perfeito sistema de negociação. Dotado com uma grande capacidade de prever acontecimentos, ele compartilhou este talento raro de realizar previsões anuais sobre o mercado, e de movimentos importantes que viriam a ser exatas áreas de suporte e de resistência.

Um de seus grandes feitos foi em 1929, quando ele mesmo advertiu os investidores de um choque iminente. O que viria a ser em setembro daquele mesmo ano, o famoso crash de 1929.

O estudo de sua teoria, é bastante complexa e de difícil aprendizado, porem a partir de agora vou compartilhar com vocês as regras que Gann usava e seguia, segundo ele próprio, e que ainda são muito válidas para os dias de hoje. Não só para o mercado de commodities, em que Gann mais atuava, mas para outros mercados.

As Regras

  • Do total de capital que você tem para investir, divida-o em 10 partes iguais e nunca arrisque mais do que 10% do seu capital em uma operação.
  • Utilize as ordens do tipo stop loss (stop de prejuízo) de sua corretora. Sempre proteja uma operação com ordens ’stop loss’ curtas, nunca pule fora de um prejuízo muito distante do preço inicial da posição.
  • Nunca alavanque demais suas posições. Se fizer isso, estará violando suas regras de capital.
  • Nunca deixe um lucro virar prejuízo. Assim que você obter algum lucro vá colocando sua ordem ’stop gain’ (stop de lucro) cada vez mais pra cima, perto da cotação atual do mercado. E se os preços baterem lá, deixe a ordem ser executada.
  • Não nade contra a tendência. Nunca compre ou venda se você não estiver certo da tendência e não estiver de acordo com que seus gráficos e regras dizem.
  • Na dúvida, pule fora. E não entre novamente enquanto estiver em dúvida.
  • Negocie apenas mercados ativos e líquidos. Mantenha-se distante de mercados que não se mexem, sem liquidez nenhuma.
  • Distribua igualmente o risco. Se possível, negocie apenas 2 a 3 commodities diferentes. Evite amarrar todo o seu capital em uma commodity apenas.
  • Nunca coloque ordens de compra ou venda pendentes, ou tente depois ajustá-las. Negocie direto a mercado. Ou seja, compre na oferta de venda, e venda na oferta de compra.
  • Nunca encerre uma operação sem ter uma boa razão. Siga com sua ordem de stop loss ou de stop gain e proteja seus lucros.
  • Acumule algumas sobras. Depois de ter feito uma série de operações ganhadoras, coloque algum dinheiro numa conta a parte, para ser usada somente em emergências ou em horas de pânico.
  • Nunca compre ou venda apenas para “fazer um lucrinho rápido”.
  • Nunca faça preço médio quando estiver numa operação que esteja dando prejuízo. Este é o pior dos erros que um investidor pode cometer.
  • Nunca saia do mercado simplesmente porque você já perdeu a paciência ou entre no mercado porque você está ansioso por operar.
  • Evite tomar pequenos lucros e grandes perdas.
  • Nunca cancele uma ordem de stop loss depois que você já a colocou.
  • Evite ficar entrando e saindo do mercado a toda hora.
  • Esteja tão igualmente disposto a vender, assim como a comprar. Torne seu objetivo seguir a tendência, seja ela qual for, e com isso ganhar dinheiro.
  • Nunca compre uma commodity simplesmente porque o preço está baixo, ou venda simplesmente por que está muito alto.
  • Seja cuidadoso ao fazer operações em forma de pirâmide na hora errada. Espere até que a commodity esteja muito ativa e tenha cruzado as zonas de resistência antes de comprar mais ou até ela ter rompido pra baixo realmente a zona de distribuição antes de você vender mais.
  • Selecione as commodities que mostrem uma forte tendência de alta, e as que mostram uma definitiva tendência de baixa para vender descoberto.
  • Nunca faça ‘hedge’. Se você está comprado em um tipo de commodity e ela começa a cair, não venda outro tipo de commodity para se proteger da queda. Pule fora da posição, vendendo a mercado suas posições compradas. Aceite suas perdas e espere por outra oportunidade.
  • Nunca mude sua posição no mercado sem uma boa razão. Quando você faz uma operação, que seja por uma boa razão ou de acordo com alguma regra definitiva; então não saia sem uma indicação definitiva de mudança na tendência.
  • Evite aumentar suas operações após um longo período de sucesso ou de operações com lucro.
  • Não adivinhe aonde é o topo do mercado. Deixe o mercado mostrar o topo. Não tente adivinhar quando o mercado fará um fundo. Deixe o mercado mostrar aonde é o fundo. Seguindo regras, você consegue realizar isso.
  • Não siga o conselho de outra pessoa a menos que você saiba que esta pessoa saiba mais que você.
  • Reduza suas operações depois da primeira perda; nunca aumente-as.
  • Evite entrar errado e sair errado; ou entrar certo e sair errado; isto é um erro duplo.

Importante: As regras de Gann são baseadas na sua experiência pessoal e não necessariamente quem as seguir terá sucesso. 

 
 Por: Gilberto Caray

 

25 de julho de 2011 at 6:00 pm Deixe um comentário

Diário de um Trader: Você está pronto pra perder?

No mercado de ações o Trader deve estar pronto para ganhar e perder…

Pronto para ganhar, quer dizer evitar ficar ganancioso, pois esse é um dos grandes riscos do Trader que com os ganhos começa apostar muito alto no mercado e acaba esquecendo-se dos controles de risco. Mas hoje nosso foco é falar sobre perder na bolsa.

É isso mesmo, perder na bolsa, faz parte do dia-a-dia do trader, e saber perder e remontar seu trader na hora certa é o segredo do sucesso. A lógica é simples dentre as várias operações vamos acertar algumas e errar em outras, logo a diferença tem que estar a favor dos acertos. Há vários fatores a ser combatido para diminuir as perdas no mercado:

- O fator psicológico afeta o trader na hora em que a maré vira, e neste momento ele passa a tentar combater o mercado e nadar contra a maré. O trader para entrar numa operação precisa previamente definir seu alvo de ganho (stop gain) e principalmente seu alvo de queda (stop loss). Não importa o que ocorra execute sua operação se atingir um desses níveis, e não tente combater o mercado. Por isso, a primeira ferramenta do Trader grafista é a Linha de Tendência (LT), trace-a e siga o mercado na direção da tendência, seja alta (operar na compra), seja baixa (operar na venda).

- O Trader inexperiente tende a achar que pode ficar rico numa única operação. Esqueça isso não vai acontecer! O mercado irá lhe cobrar os ganhos em seus próximos trades, por este motivo é importante diversificar e utilizar um bom manejo de risco. Com isso uma operação vencedora poderá compensar uma operação perdedora, além de que o manejo de risco vai definir o quanto perder em cada operação evitando com isso que você vá a falência.

- Não acredite em boatos. A bolsa geralmente anda descolada das noticias e boatos, ou seja, o trader não precisa ficar lendo jornal para investir, pois o gráfico antecipa todas as noticias. É comum ao Trader inexperiente apostar todas as fichas num papel porque ouviu no jornal nacional uma noticia extraordinária, e quando o mercado se desenrola no dia seguinte o papel caiu impressionantemente. Porque? As grandes operações são montadas nos bastidores e é olhando os gráficos que você poderá acertar o momento de entrada e saída de uma operação. Seja disciplinado e opere conforme suas convicções, será mais fácil aceitar que perdeu por falta de disciplina e assim corrigir o rumo, do que se tiver em quem por a culpa.

Como vimos acima, são vários os fatores que podem afetar uma operação. Definir quanto é o risco (a perda) aceitável para cada operação vai te permitir avaliar se frente aos ganhos esperados a operação é interessante. O indicador chamado de Margem é um excelente instrumento para definir se sua entrada numa operação vale à pena ou não.

Veja o exemplo:

ANALISE DE POSICIONAMENTO

Valor

%

Margem

Stop Gain R$   12,00

19,40%

0,04

Papel

Vl. Atual

Entrada R$   10,05

0,50%

x

BVMF3 R$  10,00 Stop Loss R$    9,50

-5,79%

(0,01)

100

Ganho  R$  195,00
Perda  R$   55,00

Na operação acima, ao investir R$ 1.005,00 e levando em conta as analises técnicas (projeções para stop loss e stop gain) atingimos a margem de 4×1. Uma Margem de 4×1 significa que para cada R$ 4,00 que posso ganhar, posso perder R$ 1,00, logo me parece um risco aceitável. Como sugestão, uma operação começa ficar viável a partir do 3×1.

Enfim, durante uma operação no mercado o Trader deve acertar apenas duas vezes: Na hora de comprar e na hora de vender. Mas as variáveis envolvidas são diversas, e o que deve ser levado em consideração são riscos envolvidos e não acreditar em dinheiro fácil.

Donald Trump, por exemplo, relembra uma frase de seu grande mentor: “Meu pai dizia que qualquer coisa que pareça boa demais para ser verdade será mesmo boa demais para ser verdade”, conta o megainvestidor americano do setor imobiliário. Trocando em miúdos, Trump recomenda cautela na hora de investir. “Sua sugestão era simples: antes de investir, avalie quanto dinheiro está disposto a perder”.

Ficou fácil, então vamos à luta, pois segunda-feira às 10 horas a arena estará aberta novamente, mas…

Antes de investir, pense quanto quer perder 

Por: Gilberto Caray

25 de junho de 2011 at 7:17 pm Deixe um comentário

Diário de um trader: confira as dez regras que o trader não pode esquecer

Investidores novatos em situação de desespero com a volatilidade da bolsa tendem a abrir de suas estratégias, ignorando seu plano de trade vendendo seus ativos a preço de banana e semeando o medo.

É compreensível que, ao ver o lucro comemorado indo embora a cada novidade que tumultua a cena externa, o trader acabe colocando as emoções em foco, em detrimento do “sangue-frio” e da disciplina que os “mestres” tanto recomendam. Em momentos como o tal, algumas técnicas ajudam a preservar o foco, conforme Alexandre Wolwacz menciona no livro Táticas Operacionais de Posição em Ações.

Regras de ouro
Em primeiro lugar, atenção às dez regras que o trader não pode esquecer:

1. Não se vende um ativo em tendência de alta;

2. Não se compra um ativo em tendência de baixa;

3. Não se adiciona posições a uma posição perdedora;

4. Adicionar posições a um trade vencedor é uma ótima estratégia;

5. Confie mais na tendência do que em todos os outros indicadores juntos e reunidos;

6. Não opere mais do que absolutamente o necessário;

7. Não opere na dúvida, se surgirem dúvida, saia fora;

8. Não entre em um trade sem uma boa razão (ou várias), mas, depois que entrar, não saia de um trade sem uma boa razão;

9. Não compre apenas pelos dividendos;

10. Evite operar alavancado. O risco excessivo consome o capital rapidamente.

Dito isto, a pergunta é: quando realizar lucros? Segundo Wolwacz, basicamente, existem três tipos de filosofia, cada uma com as suas vantagens. De acordo com a primeira delas, a hora da realização de lucros só chega quando de uma reversão de tendência. Já a segunda vê no target do trade o sinal para realização, enquanto a terceira delas é uma composição de ambas.

Em defesa do lucro
A primeira estratégia tem como vantagens a possibilidade de o investidor aproveitar movimentos mais amplos do mercado, a redução dos gastos com corretagem e menor necessidade de acompanhamento do trade. Por outro lado, pode deixar os traders mais ativos inquietos, gerar ansiedade nas fases de recuo dentro da tendência principal e promover um menor aproveitamento do tempo em relação ao lucro.

Por sua vez, realizar lucros nos alvos reduz possíveis perdas devido à volatilidade do ativo, permite capitalizar e aproveitar o lucro para potencializar os movimentos dentro da tendência e reduz o estresse de estar comprado durante as fases de recuo. Em contrapartida, implica em maiores custos de corretagem e requer maior acompanhamento do mercado.

Dados os ótimos argumentos, a dúvida permanece: é melhor realizar lucros no alvo ou na reversão de tendência? A resposta de Wolwacz é: “nós devemos realizar os lucros no alvo e nós devemos realizar os lucros quando a tendência reverter”.

70/30
O plano é executar a entrada no ponto e, na medida em que o ativo se aproxima do alvo estimado, fechar 70% da posição comprada. Os outros 30% da posição comprada devem ser mantidos até que seja visualizado algum tipo de reversão de tendência.

“A beleza dessa técnica é a de que, ao realizar o lucro de 70% da posição, liberamos o capital para outras operações; com o lucro obtido garantimos que a operação fechará no lucro, mesmo que nosso stop mais longo seja atingido. Essa segurança nos permite ficar comprado pelo tempo necessário de reversão da tendência”.

Adaptação do texto de Fernanda Senra

26 de novembro de 2009 at 3:36 pm Deixe um comentário

Os erros mais comuns dos investidores

Eu li há alguns dias estas dicas de como evitar os erros mais comuns que investidores cometem e acho que vale a pena compartilhar…

1- Reagir a boatos ou dicas de ações sem pensar

Evite comprar ou vender ações baseado apenas em boatos ou dicas de amigos. Na dúvida, faça pesquisa. Fale, por exemplo, com seu corretor ou, se precisar checar alguma informação sobre a empresa, ligue ou mande email para o gerente de Relações com Investidores da empresa e peça esclarecimento. O sócio consultor da Integral-Trust, Roberto Luis Troster, recomenda ao investidor nunca agir por impulso na dúvida ou em momento de tensão no mercado. “É importante pensar bem antes de tomar uma decisão”, diz Troster.

2- Investir sem conhecer o produto

Alguns investidores escolhem uma aplicação financeira sem conhecer suas principais características, como rendimento, risco e taxas cobradas. Para evitar isso, o economista-chefe da Uptrend Consultoria Econômica, Jason Vieira, alerta que o investidor deve ler o prospecto dos fundos com atenção e fazer perguntas ao gestor antes de aplicar. “Só assim ele evita comprar um fundo agressivo achando que está aplicando o dinheiro em um fundo conservador”, diz. O mesmo vale para ações. Antes de investir, informe-se quais os riscos e quais são as ações mais recomendadas.

3- Esquecer de fazer uma análise de risco e retorno

As aplicações com maior rendimento são também as mais arriscadas. Na hora de investir, porém, nem todo investidor lembra dessa regra. Na tentativa de ampliar o rendimento, muitos investem em ativos sem conhecer com profundidade quais são os riscos. Alguns fundos, por exemplo, operam acima da sua capacidade de patrimônio e, em caso de uma operação mal sucedida, o investidor pode ser chamado para aplicar mais recursos. Os analistas recomendam a mesma cautela na hora de investir em ações, principalmente em IPOs (oferta inicial de ações). “De todos os produtos de investimento, a Bolsa é o de maior risco”, alerta Vieira. Por isso, a atenção deve ser dobrada.

4- Não fazer um plano de investimento

Muitos investidores apostam em alguma aplicação sem definir o prazo que deseja esperar pelo retorno; quanto busca de rendimento; e o quanto quer arriscar. O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, pondera que o prazo para o retorno vai ditar o perfil do investimento. “Por exemplo, se o investidor quer ter em três meses 10% de ganho, deve estar ciente de que a carteira deverá ser mais arriscada”, destaca. Não deixe, portanto, de adequar seus investimentos ao seu perfil de risco. Faça uma avaliação e veja, por exemplo, até quanto você tolera perder do valor principal investido.

5- Arriscar mais do que poderia perder

Um dos piores erros é o investidor traçar um plano de investimento e mudar a estratégia antes de terminar o prazo estabelecido. Os analistas aconselham checar a estratégia de investimento periodicamente. O que não pode ocorrer é o investidor fazer essa mudança baseado em questões subjetivas, como boatos. Se surgir uma nova oportunidade de investimento, avalie antes se está dentro do seu plano inicial.

6- Concentrar demais o investimento

Se o investidor aplicar em uma única aplicação, corre o risco de perder os recursos de uma única vez, caso o investimento não apresente um bom desempenho. Por isso a recomendação dos analistas é diversificar. Ao fazer isso, é possível se proteger ou ousar ainda mais. Por exemplo: se você aplicou em renda variável, deve colocar uma parte dos recursos em renda fixa. O aposto também vale. “Evite investimentos muito pesados em ações que não conhece”, completa Vieira, da Uptrend.

7- Não acompanhar a carteira

Ao aplicar em fundos de investimento, informe-se com o gestor qual é a composição da carteira do fundo. Faça isso periodicamente e revise suas aplicações. Muitas vezes o investidor aplica em três ou quatro fundos buscando diversificar a carteira, mas não verifica a estratégia dos fundos, que podem ser semelhantes. “Quando o investidor analisa todos seus investimentos, pode perceber que tem vários fundos concentrados nos mesmos papéis ou que seguem a mesma estratégia”, explica o diretor de produtos do HSBC, Eduardo Favrin. Veja, por exemplo, se vale a pena pagar mais de uma taxa de administração para manter fundos semelhantes ou aplicar em um só e obter um custo menor.

8- Aplicar no banco no qual tem conta sem comparar com a concorrência

Muitos investidores ficam acomodados na instituição na qual têm conta e não fazem pesquisa na hora de decidir onde aplicar o dinheiro. Por isso, antes de aceitar a sugestão do seu gerente, pesquise quais são os produtos e as taxas do mercado em várias instituições. Veja ainda qual a credibilidade da instituição financeira e se ela está credenciada em órgãos como Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bovespa e Banco Central.

9- Achar que pode fazer fortuna no mercado financeiro

Alguns investidores – principalmente os novatos – acreditam que podem ficar milionários com investimento em ações. É importante saber que esse tipo de investimento embute altos riscos e que é preciso cautela ao investir. Segundo os especialistas, o excesso de confiança na Bolsa pode prejudicar uma análise mais racional do mercado.

Fonte: Monitor Investimento

20 de novembro de 2009 at 9:39 am Deixe um comentário

Ganhos de Capital – As Regras de Jesse Livermore

Jesse Livermore, o maior ícone da história de Wall Street, foi o primeiro verdadeiro especulador da história. Diz-se que saiu de casa aos 14 anos, com 5 dólares no bolso, e foi trabalhar numa corretora. Graças a seu notável talento natural, foi um dos maiores traders do mercado financeiro internacional e em pouco tempo se tornou um dos investidores mais bem sucedidos da história. Apesar disso, ao longo de sua vida, conquistou e perdeu 4 vezes fortunas multimilionárias. Em 1940, após sua última perda, suicidou-se.

 Livermore deixou um legado bibliográfico que é seguido por muita gente. Seu livro “Reminiscências de um especulador financeiro” é considerado por alguns especialistas como a “bíblia dos investimentos”. Neste livro, o jornalista Edwin Lefèvre, autor, não menciona o nome da pessoa biografada, mas todos sabem tratar-se de Jesse Livermore.

 Abaixo podemos conhecer alguns de seus princípios de negociação:

(mais…)

13 de janeiro de 2009 at 12:40 am 1 comentário

Expectativas para 2009

No começo de ano aparacem na midia especializada uma série de artigos sobre as perspectivas para o ano que se inicia. Abaixo transcrevo alguns pontos do texto que recebi da Link Investimentos, elaborado pelo Frederico Meinberg (Diretor de Renda Variável da Link Investimentos).

COMPREM AÇÕES EM 2009… vale a pena conferir!

Continue Lendo 10 de janeiro de 2009 at 2:17 pm Deixe um comentário

Em busca do “bom e barato”

A Bovespa é o palco diário das batalhas entre touros e ursos no mercado financeiro. E lá que os analistas financeiros, investidores, especuladores e traders decidem os rumos do mercado. Certa vez li um artigo onde o experiente Fausto de Arruda Botelho, qualificou o pregão como uma guerra, um campo em que batalhas diárias são travadas entre “comprados” (que apostam na alta) e “vendidos” (que apostam na baixa). “Vence quem tiver maior poder de fogo, ou seja, a ponta que movimentar mais dinheiro.”

Nesta batalha há varias ferramentas: Balanço e informações financeiras para os fundamentalistas, noticias e boatos para os novatos, gráficos para os grafistas, e os famosos provérbios dos mega-investidores para os desesperados. O fato é que cada um com suas armas vão ao campo de batalha tentar salvar o dia.

Há algum tempo venho estudando os conceitos por trás da analise técnica, tentando assim orientar minhas ações no mercado na busca pelo “bom e barato”, e é nesta vertente que vamos focar este post.

A origem da análise técnica data do século 18, quando um negociador de arroz de Sakata, no Japão, ao observar as cotações de abertura e fechamento, máximas e mínimas ao longo do tempo, passou a identificar certos padrões de comportamento. No ocidente foi Charles Dow, criador do Dow Jones Industrial, que estudou o histórico de índices no início do século 20. De seus estudos surgiu a chamada “teoria Dow”, teoria esta que defende que o mercado se movimenta por tendências que nada têm de aleatórias.

Diz o analista técnico que o gráfico desconta tudo, ou seja, o gráfico acaba considerando todos os fatores, desde os fundamentos, a psicologia das massas, as noticias, os boatos e até a ação do insider. Assim podemos afirmar que analisando um gráfico podemos perceber através de seus indicadores, volumes e padrões para onde o preço do ativo, provavelmente, vai seguir.

Enxergar o mercado pela ótica do gráfico, faz com que o analista técnico possa se antecipar, ou se defender, das movimentações bruscas de alta ou baixa. No gráfico podemos, por exemplo, perceber um aumento, fora do padrão, do volume de movimentação do papel, logo é um ponto de atenção que combinado com outros indicadores, e considerando o ciclo atual do ativo podemos perceber o sentido em que a força do mercado esta atuando.

Entre os vários conceitos e identificações gráficas como: canal de alta ou de baixa, acumulações, triângulo, bandeira, “ombro-cabeça-ombro”, “homem enforcado”, “martelo”, “estrela da manhã” ou “tempestade à vista”, etc. podemos reconhecer a média de opiniões de todos os participantes do mercado – que é o comportamento da massa, e assim tomar a decisão de vender um pouco quando é indicado ou comprar em um hora mais oportuna. Afinal não adianta remar contra a maré.

Isto posto, é preciso reconhecer que na busca pelo “bom e barato”, algumas ferramentas podem ajudar na tarefa de garimpo entre tantas oportunidades, e a analise dos gráficos com certeza é um delas.

Uma estratégia interessante seria fazer um filtro, através do conceito fundamentalista, para eleger dentre as centenas de empresas as ações de empresas mais sólidas e que merecem atenção. Com este filtro utilizar a analise técnica para encontrar o timing – momento de melhor compra ou venda de cada ativo.

Feito isso defina seu plano de trade que deve considerar: o valor de entrada, saída e stop (caso sua analise esteja errada). Através do “manejo de risco” descubra a quantidade ideal de compra, evitando arriscar seu patrimônio em um único trade.

Com esta disciplina, seria o momento de retomar suas operações neste momento de recuperação do mercado, e já com certa gestão do risco. Note que ainda precisamos de cautela, pois ainda não vimos a luz no fim do túnel da crise financeira, que deve se prolongar neste ano de 2009. Mas como diz Warren Buffet é no momento de crise que encontramos as melhores oportunidades. Se ainda sobrou um dinheirinho (já que não somos Buffet), olhe os gráficos.

Por:  Gilberto Caray 

 

6 de janeiro de 2009 at 9:39 pm 1 comentário

2008, um ano para não se esquecer!

Depois de toda a euforia de 2007, dos mega-IPOs, a única expectativa dos trader era a de multiplicar ainda mais seus lucros nas operações com ações. O ano prometia fortes emoções. Mas nem tanto… Este foi, sem dúvida alguma, o ano mais movimentado da história recente da bolsa brasileira e após altos e baixos, fechou carregando o fardo da maior queda da bolsa brasileira desde 1972, aos 37.550 pontos, desvalorização acumulada de 41,22%.

Por mais surpreendente que seja o desfecho da bolsa em 2008, há o lado das lições aprendidas que deve ser lembrando evitando assim que nós, traders, possamos cometer novamente erros grosseiros na gestão de nossos ativos.

1)      A bolsa não é investimento para curto prazo. Assim esteja preparado para suportar quedas repentinas que fazem parte do ciclo natural da bolsa. Se você não teve um comportamento paciente, provavelmente vendeu e se refugiou em investimentos “mais seguros”. Ora, você conseguiu realizar seu prejuízo e provavelmente vai voltar quando a bolsa estiver novamente no coração de todos no auge de seu topo histórico.

Regra 1: Compre na baixa e venda na alta.

2)      A bolsa é investimento de risco. Isso significa que você sempre não deveria ter iniciado uma operação sem avaliar a condição básica de proteção de capital que é o Manejo de Risco. Varias vezes descritos aqui, o Manejo de Risco é a garantia de que uma operação mal-sucedida não vai dilapidar seu patrimônio, porque basicamente define com base no preço de entrada, de saída de um ativo a quantidade máxima de papeis que devem ser comprado por operação além de definir a perda máxima em caso de operações que não dêem certo.

Regra 2: Nunca opere sem definir o Manejo de Risco.

3)      Porque invisto em ações? Se você não souber responder esta questão, já é motivo suficiente para você fechar sua conta na corretora e colocar seu dinheiro na poupança. Investir em ações requer uma profunda analise do trader sobre o futuro, sobre os motivos de correr riscos. Quer ficar rico, comprar uma casa, aumentar o patrimônio, ou o que? Precisamos entender do que precisamos para traçar um plano que nos permita tomar decisões calculadas, e não nos deixar cegar pela ganância de querer ganhar mais do que precisamos e correr o risco de no fim sair de mão abanando. A velha máxima aqui se aplica: se não soubermos o destino qualquer ônibus serve.

Regra 3: Nunca opere sem um plano.

4)      Ao abrir o jornal, ligar a TV ou radio você se depara com diversas informações de que o investimento do momento é a bolsa e decide porque não tentar também. É assim que inicia o movimento das massas que faz a bolsa violentamente se movimentar de um lado para outro. Se você quer ser consistente, precisa estudar o comportamento da bolsa (e das massas), das empresas, saber quais são ações fundamentadas ou quais são modismos. No final a verdade se revelará e se você estiver na segunda opção com certeza terá muita dificuldade em reaver seu dinheiro.

Regra 4: Não invista naquilo que você não entende.

Poderíamos continuar este “discurso”, mas o objetivo aqui não é desestimular o trader, muito pelo contrario, minha intenção é apenas levá-lo a refletir se não deveríamos tomar mais cuidado com nosso patrimônio. O ano foi de muito aprendizado, e merece uma reflexão, principalmente para os novatos na bolsa, que surfaram nos últimos 5 anos sem se dar conta dos ciclos de altas e baixas, que expurgam os aventureiros e fracos que não suportam a perda financeira oriundas de seus próprios erros. Entender porque perdemos dinheiro nas crises pode nos ajudar a recuperá-lo aproveitando as oportunidades que se apresentam. 

Um novo período começou e precisamos avaliar de que lado ficaremos: do sobreviventes, na busca de recuperação de seu patrimônio ou dos que a partir de agora só investirão em poupança.

- Adivinhe para onde foi meu 13º salario… 

 

3 de janeiro de 2009 at 3:20 pm 1 comentário


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Axiomas

AXIOMA: DO CONSENSO Fuja da opinião da maioria. Provavelmente está errada. Jamais embarque nas especulações da moda. Com freqüência, a melhor hora de se comprar alguma coisa é quando ninguém a quer. Conclusão: Antes de arriscar seu dinheiro seguindo a opinião da maioria, pondere e avalie por si mesmo se a decisão é acertada ou não.

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